sexta-feira, 13 de abril de 2012


Despe(vida)

Sempre me pergunto o porquê da dor presente nas despedidas. Nem sempre elas precisam ser motivo de sofrimento. Às vezes, deixar alguém ir embora da sua vida, muito mais do que um peso, torna-se um alívio. O medo de perder algo ou uma oportunidade faz com que limitemos as decisões e nos faz colocar vírgulas no lugar de pontos finais todo o tempo.
Aprendi esses dias que esse negócio de querer bancar a boazinha e se dar bem com todo mundo nem sempre dá certo. Sempre tive dificuldades em me indispor com as pessoas. Na verdade, é difícil me deixar chateada. E se fico, geralmente não guardo mágoas e logo já estou às mesmas com a pessoa.
Mas peralá! Isso tudo tem um limite! Tem certas pessoas que abusam da paciência e não cansam de te decepcionar. E aí você dá uma segunda chance para acabar tudo como da primeira vez. Confesso que já dei terceiras chances. Para nunca mais (ops, disse nunca?!). É isso mesmo. Perdoar é um dom e é por isso que você tem que se perdoar por não ter perdoado alguém depois de ter lhe dado uma chance.
Será que isso poderia ser denominado orgulho? Amor próprio talvez? Não sei. Só sei que quando alguém que você gosta muito parece demonstrar sentimentos não muito recíprocos e não te dá o valor devido (o preço é você quem dita) algo começa a ficar fora do eixo e aí você começa a se perguntar se vale a pena.
Às vezes esse negócio de tantas chances pode ter a ver com um pouco de teimosia, no meu caso (Tem que dar certo!). Mas aí chega aquele momento em que você acorda no meio do deserto como se não tivesse mais nada. Acabou. A pessoa foi embora da sua vida. E dessa vez é você que não vai deixá-la entrar novamente. Não porque ela não seja uma boa pessoa, mas porque ela não foi uma boa pessoa com você.
Abre parênteses - Cada um tem um valor. Geralmente ele está ligado ao autovalor remetido a si mesmo. Está certo que nem sempre vale esta regra. Tem pessoas que são muito mais do que aquilo que pensam que são, mas você mantém isso em segredo até que ela descubra a importância que tem em sua vida – fecha parênteses.
Encaro a vida como uma estrada. Quantas pessoas passam por ela! Muitas delas permanecem caminhando junto, outras se perdem pelo caminho e nos encontram novamente em uma curva mais a frente. Até aí tudo bem. O problema são aquelas que você deixa para trás e, a partir disso, tomam um novo rumo.
Valorize quem te valoriza. Ame o que é verdadeiro. Respeite os sinais e jamais deixe para trás alguém que só quer que você seja feliz.

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