Despe(vida)
Sempre me pergunto o porquê da
dor presente nas despedidas. Nem sempre elas precisam ser motivo de sofrimento.
Às vezes, deixar alguém ir embora da sua vida, muito mais do que um peso,
torna-se um alívio. O medo de perder algo ou uma oportunidade faz com que
limitemos as decisões e nos faz colocar vírgulas no lugar de pontos finais todo
o tempo.
Aprendi esses dias que esse
negócio de querer bancar a boazinha e se dar bem com todo mundo nem sempre dá
certo. Sempre tive dificuldades em me indispor com as pessoas. Na verdade, é
difícil me deixar chateada. E se fico, geralmente não guardo mágoas e logo já
estou às mesmas com a pessoa.
Mas peralá! Isso tudo tem um
limite! Tem certas pessoas que abusam da paciência e não cansam de te
decepcionar. E aí você dá uma segunda chance para acabar tudo como da primeira
vez. Confesso que já dei terceiras chances. Para nunca mais (ops, disse
nunca?!). É isso mesmo. Perdoar é um dom e é por isso que você tem que se
perdoar por não ter perdoado alguém depois de ter lhe dado uma chance.
Será que isso poderia ser
denominado orgulho? Amor próprio talvez? Não sei. Só sei que quando alguém que
você gosta muito parece demonstrar sentimentos não muito recíprocos e não te dá
o valor devido (o preço é você quem dita) algo começa a ficar fora do eixo e aí
você começa a se perguntar se vale a pena.
Às vezes esse negócio de tantas
chances pode ter a ver com um pouco de teimosia, no meu caso (Tem que dar
certo!). Mas aí chega aquele momento em que você acorda no meio do deserto
como se não tivesse mais nada. Acabou. A pessoa foi embora da sua vida. E dessa
vez é você que não vai deixá-la entrar novamente. Não porque ela não seja uma boa
pessoa, mas porque ela não foi uma boa pessoa com você.
Abre parênteses - Cada um tem um
valor. Geralmente ele está ligado ao autovalor remetido a si mesmo. Está certo
que nem sempre vale esta regra. Tem pessoas que são muito mais do que aquilo
que pensam que são, mas você mantém isso em segredo até que ela descubra a
importância que tem em sua vida – fecha parênteses.
Encaro a vida como uma estrada. Quantas
pessoas passam por ela! Muitas delas permanecem caminhando junto, outras se
perdem pelo caminho e nos encontram novamente em uma curva mais a frente. Até
aí tudo bem. O problema são aquelas que você deixa para trás e, a partir disso,
tomam um novo rumo.
Valorize quem te valoriza. Ame o
que é verdadeiro. Respeite os sinais e jamais deixe para trás alguém que só
quer que você seja feliz.
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